segunda-feira, 25 de outubro de 2021

SINOPSE


Simplesmente hilariante. De leitura obrigatória para os que queiram ser seduzidos pelo dom de fazer rir.

A crítica política e social, por vezes mordaz e sempre demolidora, que aqui se faz, pode estar, nalguns dos seus aspectos, datada: é a sociedade portuguesa do século XIX e não a dos nossos dias (não será, afinal?) que os autores predominantemente analisam. Mas esta obra é acima de tudo um portentoso exercício de humor satírico. E nesta óptica, é intemporal.
Primeiro escrita para ser usada como peça teatral e depois passada a livro, a Viagem à roda da Parvónia suscitou uma das mais tumultuosas contestações de que há memória. Disse Antero de Quental, a este propósito: "O público protestou contra a caricatura, provavelmente porque se viu nela.Com efeito ,se esse público aplaudisse o quadro da própria ignomínia,que lhe era apresentado,seria além de tudo o mais,cínico.Não o é,toma-se ainda a sério.Pode ser que às vezes,em momentos raros de lucidez relativa,desconfie de que é tolo.Mas não o reconhece e não admite que lho digam.É um sintoma de que desorganização não ataca ainda o intímo do ser.Prova que a corrupção idiota da sociedade de Lisboa é mais o resultado lastimável de condições externas,do que de uma perversão intima e expontânea.Depois o riso é um dissolvente,não é um remédio.O riso amolece,relaxa e acaba por tornar imbecis aqueles mesmos que o empregam contra a imbecilidade alheia.Quando um povo chega a rir-se de si próprio é porque perdeu uma boa parte,senão a melhor parte,da sua virtude colectiva.Tornou-se talvez mais gentil,mas os povos gentis estão muito longe de serem os povos fortes.Receio um tanto que a espirituosa purée de epigramas e ditos venha mais tarde,daqui por alguns anos,a reconhecer-se pouco substancial e até causadora de certa anemia moral.Se há gangrena nesse corpo social(sociedade de Lisboa),e tantos sintomas rapidamente acumulados o estão denunciando,é o cautério,é o ferro em brasa que convém aplicar-lhe,e rudemente,firmamente,porque se não brinca com a gangrena."(Antero de Quental em 1879)


“A estreia da Viagem à roda da Parvónia na noite de 17 de Janeiro de 1879 foi muito provavelmente a mais tumultuosa da história lisbonense do teatro declamado no último quartel de Oitocentos. A representação chegou ao fim, mas tão ponteada de acidentes, com tanta pateada (a única na carreira do velho actor Taborda), tanto espatifar de cadeiras, que a proibição policial, se não viesse logo, justificar-se-ia ao segundo ou ao terceiro espectáculos, por afrontamentos mais graves”, assinalava Pedro da Silveira, o amigo e biógrafo de Guilherme de Azevedo, no prefácio a esta peça que continua até hoje a ser encenada.

sábado, 18 de setembro de 2021

 




Meu outro Blog 




Mas há sempre quem  goste da situação



Entretanto a orquestra continua a tocar


Mas para compensar(ou talvez não)temos um valente em terra,pois quem vai ao mar perde o lugar(e há mais almirantes na fila e só há uma fragata no activo e dois submarinos)


Artigos de Opinião. O caminho da servidão, tradução em português. Alberto Gonçalves

quinta-feira, 24 de junho de 2021

Lisboa no Nevoeiro

 

Não é só fumaça(é mesmo nevoeiro)

Clicar na imagem para ler as pequenas


ARRAIAIS ANTECIPADOS <<< clicar no Branco






quinta-feira, 10 de junho de 2021

 



Bla bla bla democracia,bla bla bla liberdades bla bla bla direitos humanos...

"Em cumprimento do solicitado, o Município de Lisboa comunicou à Embaixada da Federação Russa e ao Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, destinatários indicados a quem os dados pessoais dos promotores da concentração de 23 de Janeiro 2021, denominada Solidariedade com Alexei Navalny e Apelo à sua Libertação Imediata foram transmitidos, para procederem ao apagamento dos seus dados pessoais, ao abrigo do artigo 19.º do RGPD [Regulamento Geral da Proteção de Dados]", pode ler-se.





Um cidadao portugues furibundo com Medina na assembleia da CM de Lisboa

sexta-feira, 28 de maio de 2021





Aumento dos impostos, aumento da inflação, desvalorização da moeda e dos salários, falta de alimentos, diminuição do poder de compra e aumento da dívida​ ..

O Abrilismo,uma especie de religiao bem financiada




 

MANUEL DE PORTUGAL <<<< CLICAR NO VERMELHO dentro da lista verde