Uma situação de crise a vários níveis: político (“Nem rei nem lei, nem paz nem guerra”); crise de valores morais (“Ninguém sabe que coisa quer,/ (...) nem o que é mal, nem o que é bem”); crise de identidade ("ninguém conhece que alma tem"). A situação é, portanto, de incerteza e de indefinição. "Ó Portugal, hoje és nevoeiro... ", conclui o sujeito poético. No entanto, e apesar desta constatação, não deixa de lançar o desafio: "É a hora! "
sexta-feira, 5 de outubro de 2018
quarta-feira, 1 de agosto de 2018
Uma Espécie de Democracia
"Em política,a linguagem é concebida para que as mentiras soem verdadeiras,para que o homicídio pareça respeitável e para dar uma aparência de solidez ao puro vento."
George Orwell
quarta-feira, 21 de março de 2018
Eis a Realidade,eis o Populismo
Comandante Costa, Vamos Colidir! | BLASFÉMIAS
21/08/2017 - Mas, porque temos um comandante populista que gosta de surfar nas ondas da propaganda, mais preocupado com o imediato que traz retorno eleitoral ..... está o país contente com o calor(nota; este post foi publicado antes da desgraça seguinte em Outubro), a praia, o futebol, as galas, os concursos e as cançonetas televisionadas, as vidas do jet 3,5tuga, as bejecas e o ...para mais clicar acima no link
Caro Presidente Marcelo… | BLASFÉMIAS
21/12/2016 - Que contraste fazem o brincalhão Marcelo com o soturno Cavaco, ou Passos com o alegre Costa. .... Ainda ninguém chamou Populista ao Presidente. Vão ver ... Este governo ande-bolista, tem muitas mãos permitidas pela mão do PR — é só marcar golos na baliza dos tugas contentinhos pelos afectos.. para mais clicar acima no link
sábado, 6 de janeiro de 2018
Imoralidade Triunfante
"O desprestígio da política nos nossos dias não conhece fronteiras e isso obedece a uma realidade incontestável: com variantes e matizes próprios de cada país,em quase todo o mundo,tanto o avançado como o subdesenvolvido,o nível intelectual,profissional e moral da classe política decaiu.As democracias sofrem desse desgaste e a sequela disso é o desinteresse pela política denunciado pelo absentismo nos processos eleitorais tão frequente em quase todos os países.
A que é que se deve que o mundo inteiro(ou quase) tenha vindo a pensar aquilo que todos os ditadores quiseram inculcar sempre nos povos que subjugaram,que a política é uma actividade vil?"
(do 5º capítulo do livro A Civilização do Espectáculo)
segunda-feira, 27 de novembro de 2017
Não Sei
"Não sei se nos fazem de estúpidos. Não sei se somos realmente estúpidos. Não sei se os "estadistas" que nos tocaram em sorte são um enorme azar ou a consequência lógica de uma sociedade irremediavelmente embrutecida. Não sei o que fizemos para merecer isto. Não sei o que não fazemos para merecer melhor. Sei que, se imaginássemos o pior dos cenários, não seria tão terrível como o presente. O presente é mau demais. E do futuro, possivelmente sem os malévolos burocratas de Bruxelas a limitarem os nossos delírios, perdão, a nossa "soberania", nem é bom falar
Se acreditasse em teorias da conspiração, acreditaria sermos cobaias numa experiência de engenharia social, com cientistas de bata branca a avaliar quais os níveis de primitivismo, incompetência, irresponsabilidade, alucinação, arrogância e zombaria que um país suporta? O pior é que, por esse Terceiro Mundo fora, a experiência já se realizou repetidamente. E, para infortúnio das cobaias, a conclusão foi sempre a mesma. Mas insisto: não acredito numa teoria assim. A prática é inacreditável quanto baste." ----Alberto Gonçalves na crónica "Quarta feira de cinzas" em Junho de 2016
Artigos de Opinião. O caminho da servidão, tradução em português. Alberto Gonçalves
quinta-feira, 26 de outubro de 2017
Calamidade 2.0
Em cima a de Junho,abaixo a de Outubro
Mais de 442 mil hectares arderam no pior ano de sempre em Portugal
13 nov, 2017 - 08:55
Relatório indica um total de 16.981 ocorrências. O distrito de Coimbra foi o mais afectado, com um quarto do total da área ardida a nível nacional.
O relatório da comissão independente nomeada para analisar os incêndios que em junho atingiram a região de Pedrógão Grande e Góis não poupava críticas a toda a linha de comando que esteve no terreno, apontando múltiplas falhas ao modo de atuação das autoridades portugueses no combate ao fogo. Esta segunda-feira, quatro meses depois da morte de 65 pessoas no incêndio mais mortal de que há memória em Portugal, o país volta a acordar com mais uma tragédia: o fogo na zona norte e centro do país já resultou em 38 mortos(actualização em 24-10 : 45 mortos) e vários feridos graves, sendo que o número está em permanente actualização.
Alertas do IPMA foram novamente ignorados?
Outra das falhas apontadas pelos técnicos independentes ao combate do incêndio de Pedrógão Grande foi o não pré-posicionamento de meios, apesar dos alertas do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), para a severidade das condições meteorológicas para aquele período temporal. Mais uma vez, a Proteção Civil volta a ser criticada por ter ignorado os alertas.
“A Autoridade Nacional de Proteção Civil deveria estar mais atenta e fazer planeamento tendo em conta esta informação [do IPMA]. Não pode ficar no comando de Carnaxide nem nos distritais, tem de chegar ao local. Bastava ver as imagens de satélite, era bastante claro”, notou Paulo Fernandes, um dos 12 peritos que participou na elaboração do relatório da Comissão Técnica Independentes, em declarações ao Expresso.
https://ardina.news/article/2017_10_16_1443180526_de-que-serviram-as-licoes-de-pedrogao-grande
Desse relatório resultava outra conclusão: “Não existem, em qualquer das áreas de competência da protecção e socorro, perfis definidos e conteúdos funcionais, nem sistema de verificação ou validação oficial da capacidade dos nomeados para o desempenho das funções”. Resumindo: não há garantias de que os comandantes da Proteção Civil tenham competências para tal.
Recorde-se que o ex-comandante nacional da Protecção Civil, Rui Esteves, concluiu a licenciatura com 95% de equivalências, informação que foi divulgada pelo jornal Público e que resultou na demissão do responsável. Até ao momento, a Inspecção de Educação não divulgou qualquer conclusão.
O mesmo Público já tinha avançado com outra informação relevante: em abril, dois meses antes de Pedrógão Grande, Rui Esteves procedera a uma pequena revolução na Proteção Civil, nomeando 13 novos comandantes distritais e mudando quatro de cargo — três deles têm ligações diretas ao PS.
Um novo relatório divulgado esta segunda-feira e preparado por um grupo de especialistas liderado por Xavier Viegas, do Centro de Estudos sobre Incêndios Florestais da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, aponta precisamente para a essa realidade: as mudanças introduzidas na Protecção Civil podem ter prejudicado a capacidade de resposta da Protecção Civil.
(mais no link abaixo)
Subscrever:
Mensagens (Atom)







