segunda-feira, 4 de julho de 2011

As Origens do Nevoeiro

Foi o dominío castelhano(1580-1640)que deu origem a esta lenda da preservação sobrenatural do rei D.Sebastião,desaparecido na baralhada desordem do desbarato de Alcácer-Quibir; lenda,em que o amor da terra natal,a angústia da humilhação,o ressentimento pela perda das possessões ultramarinas e pela ruína da fazenda nacional,redundaram no contágio epidémico de uma ideia fixa,de uma alheamento específico do entendimento,à qual davam pasto e ardência fantasiadas ocorrências miraculosas.

A.Costa Lobo in As Origens do Sebastianismo

As origens:
 http://www.arqnet.pt/dicionario/joao3.html

DJoão III - Infopédia

www.infopedia.pt/$d.-joao-iii
Filho de D. Manuel I e de D. Maria de Castela, nasceu em 1503 em Lisboa, onde faleceu em 1557. Décimo quinto rei de Portugal (1521-1557)



O alemão Schaufer,na sua História de Portugal,que mereceu os incómios de Alexandre Herculano,aprecia assim os efeitos daquela calamidade:

"Perdendo a independencia política,Portugal perdeu conjuctamente o seu poder,e a nação viu em breve desaparecer a consideração de que gozava na Europa.O escravo,por feliz que seja nas cadeias de um senhor brando e humano,tem sempre que desquitar-se da sua personalidade.O mesmo sucede com os Estados.Privado da autonomia,um povo deixa de existir; apaga-se-lhe a fisionomia,derranca-se-lhe o carácter; ufania nacional e patriotismo vivem unicamente em reminiscências e queixas,que cedo se tornam inúteis ou perigosas,e por fim extiguem-se no coração de todos.Portugal oferece um exemplo assinalado desta grande verdade."

O nevoeiro http://portugalnonevoeiro.blogspot.pt/2011_02_01_archive.html

sexta-feira, 17 de junho de 2011


http://www.estadodesegredos.com/


"O nosso povo tem sempre correspondido,nas alturas de crise. As elites,as chamadas elites,é que sempre o traíram(...)"


Francisco Sá Carneiro em 2 de Abril de 1978


Contra a autoflagelação em Portugal:
http://www.almedina.net/catalog/product_info.php?products_id=14709

quinta-feira, 9 de junho de 2011

http://www.zefiro.pt/livro_portugal.htm
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"Naquele país,seja qual for o seu grau de civilização e poderio,onde falece o amor da pátria,onde os vícios mais hediondos vivem à luz do sol,onde a todas as ambições é lícito pretender e esperar tudo,onde a lei,atirada para o charco das ruas pelo pé desdenhoso dos grandes,vai lá servir de joguete às multidões desenfreadas,onde a liberdade do homem,a majestade dos príncipes e as virtudes da família se converteram em três grandes mentiras,há aí uma nação que vai morrer."

Alexandre Herculano (História de Portugal,II)



Clicar no link  Os traidores serão julgados, ou a traição acabará com Portugal

sexta-feira, 20 de maio de 2011


Texto de Guerra Junqueiro retirado do seu livro 'A Pátria'(1896?)

"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta.


Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira a falsificação, violência ao roubo, donde provem que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis.


Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este,finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País. [.] A justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas; Dois partidos [.] sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes, [.] vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se malgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar."


Nova Desordem Mundial: As Farpas de Eça de Queirós(1871)

26 out. 2004 ... As Farpas de Eça de Queirós(1871). Aproxima-te um pouco de nós,e vê. O país perdeu a inteligência e a consciência moral. ...
novaordemmundial.blogs.sapo.pt/.../351189.html

domingo, 8 de maio de 2011




http://www.esquilo.com/enigmas_2.html


1
A
S armas e os Barões assinalados
Que da Ocidental praia Lusitana
Por mares nunca de antes navegados
Passaram ainda além da Taprobana,
Em perigos e guerras esforçados
Mais do que prometia a força humana,
E entre gente remota edificaram
Novo Reino, que tanto sublimaram;

2
E também as memórias gloriosas
Daqueles Reis que foram dilatando
A Fé, o Império, e as terras viciosas
De África e de Ásia andaram devastando,
E aqueles que por obras valerosas
Se vão da lei da Morte libertando,
Cantando espalharei por toda parte,
Se a tanto me ajudar o engenho e arte.

3
Cessem do sábio Grego e do Troiano
As navegações grandes que fizeram;
Cale-se de Alexandro e de Trajano
A fama das vitórias que tiveram;
Que eu canto o peito ilustre Lusitano,
A quem Neptuno e Marte obedeceram.
Cesse tudo o que a Musa antiga canta,
Que outro valor mais alto se alevanta.

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http://www.alvarenga.net/canto1.htm
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HOMENS ESPADAS E TOMATES - (Rainer Daehnhardt) - Livraria Apolo 70