sábado, 20 de abril de 2013

REGRESSO CUSTA 170 MILHÕES/ANO  data--» 07-05-2013

DÍVIDA PÚBLICA - PORTUGAL FAZ EMISSÃO DE TRÊS MIL MILHÕES A DEZ ANOS

REGRESSO CUSTA 170 MILHÕES/ANO

Portugal regressou ontem aos mercados de dívida pública de longo prazo, com uma emissão de três mil milhões de euros a dez anos, antecipando em mais de um ano os objetivos do Governo.

O ministro das Finanças falou em "grande sucesso", mas com uma taxa de juro de 5,65%, esta emissão vai custar aos cofres do Estado cerca de 170 milhões de euros por ano. No final da maturidade, vamos pagar mais 1200 milhões de euros do que se o mesmo empréstimo fosse concedido (pelo mesmo prazo) à Alemanha.

http://planetadosprimatas1.blogspot.pt/2013/01/os-mercados-financeiros.html



Os antecedentes(que devem ser analisados para melhor entender o presente) da sociedade socialista anunciada no pós 25 de Abril de 1974
http://pt.wikipedia.org/wiki/Revolu%C3%A7%C3%A3o_dos_Cravos


PREÂMBULO
 A 25 de Abril de 1974, o Movimento das Forças Armadas, coroando a longa resistência do povo português e interpretando os seus sentimentos profundos, derrubou o regime fascista.
Libertar Portugal da ditadura, da opressão e do colonialismo representou uma transformação revolucionária e o início de uma viragem histórica da sociedade portuguesa.
A Revolução restituiu aos Portugueses os direitos e liberdades fundamentais. No exercício destes direitos e liberdades, os legítimos representantes do povo reúnem-se para elaborar uma Constituição que corresponde às aspirações do país.
A Assembleia Constituinte afirma a decisão do povo português de defender a independência nacional, de garantir os direitos fundamentais dos cidadãos, de estabelecer os princípios basilares da democracia, de assegurar o primado do Estado de Direito democrático e de abrir caminho para uma sociedade socialista, no respeito da vontade do povo português, tendo em vista a construção de um país mais livre, mais justo e mais fraterno.


Preâmbulo da Constituição Portuguesa já com a  revisão de 2005


Agora sejam benvindos à realidade do século XXI :

http://www.infopedia.pt/$socialismo
O socialismo não pode ser desenvolvido sem dinheiro,por isso todos os governos nos ultimos trinta e tal anos acabaram por aderir aos mercados financeiros(ao mesmo tempo que se destruía a produção nacional em nome dos fundos europeus)e iludiam as massas com promessas e ilusões.Por isso o governo Socrates foi acusado de se vender ao neoliberalismo em nome do socialismo(agora tipo terceira via neoliberal) e todos os governos,do ps ao psd/cds, acabam por ficar dependentes dos mercados ou da troika (para ,lá está,voltarem aos mercados) ficando sem soberania e sofrendo imposições( imposições económicas e financeiras dos países ricos aos países mais endividados) .Eis então a grande contradição,o partido socialista na oposição acusa os partidos agora no governo de ultraliberalismo(na economia concerteza) e quando chega ao governo fica dependente dos mercados os quais são adeptos do...neoliberalismo.Eis a grande contradição e a crise do socialismo a par com a ofensiva neoliberal.
 http://www.infopedia.pt/$neoliberalismo

Actualização em 22-08-2013 http://www.clubedejornalistas.pt/?p=8945 O sr Manuel Alegre faz mais uma vez o diagnóstico da crise do socialismo,mas para quando uma consequência em acções??

sexta-feira, 12 de abril de 2013


EM EXIBIÇÃO EM TODO O LADO E PERTO DE SI

Com a economia de rastos e o pib a descer vamos ter de ir aos mercados(com que juros?)para pagar à troika?A alternativa é outro resgate da troika?Faz-me lembrar as viagens do messias entre o sinédrio e Pilatos.Sabemos o fim dessa história.

http://portugalnonevoeiro.blogspot.pt/2012_03_01_archive.html a troika e os 40 ladrões

O acordo de Dublin(com mais tempo mas com os mesmos juros) ou a forma de adiar mais uma vez a resolução da crise económica e social.
http://ponteeuropa.blogspot.pt/2013/04/o-negocio-de-dublin.html

Este sistema político falhou e o sistema económico está podre,só falta saber a forma de sair disto.Fazer um golpe e colocar tropas na rua é relativamente fácil(desde que haja vontade de alguns oficiais)o pior é depois como se viu em 1974,uns iam para a esquerda e outros para a direita,e os problemas aumentaram em vez de se reduzirem.Agora fazer uma Revolução a sério já envolve uma estratégia e um projecto viável(nem fascista nem social-fascista) para o país.Um projecto alternativo ao euro(não podemos esperar pelo BCE que o sr Seguro espera)e alternativo aos mercados(não podemos acreditar nos agiotas que criaram a crise de 2008).Há alguém a trabalhar nesse projecto??

O passado recente e indecente
http://portugalnonevoeiro.blogspot.pt/2012_07_01_archive.html

O Mito do Euro






O que estão a fazer estas pessoas?
Festejam o Prémio Nobel da Paz que ganhámos. (tradução do diálogo no cartoon acima)

No dia 14 de novembro, várias centenas de milhares de pessoas manifestaram-se em Bruxelas e em vários países da Europa, para protestar contra as políticas de austeridade implementadas na União Europeia desde o início da crise financeira e económica.

Entretanto em Janeiro deste ano a Alemanha tinha juros abaixo de zero.Assim nem precisam de nos invadir.

Alemanha coloca dívida a juros negativos - Expresso.pt

expresso.sapo.pt › EconomiaDívida07/01/2013 – Alemanha coloca dívida a juros negativos ... 19:15 Segunda feira, 7 de janeiro de 2013. 7 ... Juros da dívida de vários "periféricos" em alta ...

 

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013


«O nosso Povo tem sempre correspondido, nas alturas de crise. As elites, as chamadas elites, é que sempre o traíram (...)» - Francisco Sá Carneiro - 2 de Abril de 1978


"Com um poder político fraco,como aquele que actualmente este regime proporciona,não é possível melhorar o país.A crescente perda de governabilidade e o fortalecimento dos interesses corporativos pressupôem que o interesse público é mal defendido.O regime que estamos a viver já tem muito pouco de democrático.O regime está a ir borda abaixo e o que se seguirá pode ser pior do que uma ditadura,a anarquia completa."  - Rui Rio na Revista Visão de 27-10-2011
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http://portugalnonevoeiro.blogspot.pt/2012/04/uma-especie-de-democracia.html Visualizar «««««

"As empresas não conseguem manter a actividade normal,justamente porque não têm mercado e porque a actividade esperada no futuro não dará garantias suficientes,nos padrões de risco aceitáveis pela banca.A banca portuguesa não carece de liquidez,não é por falta de dinheiro(o BCE capitalizou os bancos europeus a 1%) que não há maior concessão de crédito à economia. Portugal teve de se sujeitar às condições impostas pelos credores para nos financiar.O problema é que o actual Governo tomou mais medidas recessivas do que aquelas que a troika exigia e não atingiu os objectivos,isso é bem visível nas dificuldades da execução orçamental de 2012.Estas políticas estão a arrastar-nos para uma situação da qual será muito difícil sair." -Abel Costa Fernandes,especialista em Finanças Públicas,na Revista Visão de 21-02-2013

"Estamos na iminência de uma fractura social entre os que se safam e os que estão em dificuldades.Nós ,aqui nesta mesa(onde estavam Sampaio,Balsemão,Souto Moura e dois gestores de grandes multinacionais),safamo-nos sempre,mas há gente que não." -Jorge Sampaio na Conferência Reinventar o Futuro de 19 de Março 2013


Este governo segue a religião dos mercados http://cadpp.org/node/357 em nome de uma moeda(euro) que não interessa aos povos do sul da Europa e que(comprova-se) foi uma armadilha e uma ilusão.
http://www.wook.pt/ficha/porque-devemos-sair-do-euro/a/id/14875270


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terça-feira, 11 de dezembro de 2012

O Poder e o Povo



  • "A forma republicana de governo requer o tipo mais elevado da natureza humana - um tipo que presentemente não existe em lugar nenhum".

  • Herbert Spencer,filosofo - 1883


"Em Portugal,a liberdade é muito difícil,sobretudo porque não temos liberais.Temos libertinos,demagogos ou ultramontanos de todas as cores."

António Alçada Baptista em carta a Marcelo Caetano

"Pouco importa às pessoas saber que têm os direitos reconhecidos em princípio,se o exercício deles lhes é negado na prática."

Francisco Sá Carneiro

"A persistência nas salas e nos corredores do poder de uma classe política menor e sem visão do interesse nacional encarregou-se de colonizar a Política pelo Direito.O país já se apercebeu que mais do que a condenação política do actual governo,o que está em causa é o fim do modelo,ou desta forma de fazer política em português."

José Filipe Pinto,Catedrático em Ciências Políticas(2013)

"A direita que está no poder não é homogénea mas nela domina a fação para quem a democracia é um custo económico e o fascismo social é um estado normal."

Boaventura de Sousa Santos,Professor e Investigador de Ciências Sociais (2013)

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O dogma de quem governa hoje em Lisboa é que não há alternativa ao regime de indigência colectiva assinado com a troika. O Orçamento de Estado português para 2013 é um marco histórico. Põe fim a uma época ao rasgar o contrato com uma sociedade que, após a Revolução dos Cravos, sonhou ser outra coisa do que aquilo que hoje, sem dó, a «Europa» lhe diz que é: já não o novo-rico entre os pobres mas o velho-pobre entre os ricos. O orçamento, corolário de uma inclemência ideológica lancinante, anuncia uma era de trevas. É o réquiem pela III República. É um orçamento que concretiza o desmantelamento acelerado do Estado social construído em e pela democracia. Isto, em si, não é apenas uma tragédia portuguesa mas, em primeiro lugar, um ruidoso fracasso europeu. Na construção como na demolição, os maiores sonhos e as maiores loucuras em Portugal têm e tiveram as oportunidades e os limites permitidos pelos interesses dos nossos fiéis amigos estrangeiros. Foi assim que tivemos o nosso império e que, acessoriamente, mantivemos o holograma a que chamamos a independência nacional.

Excerto do ensaio-manifesto «Portugal - finis terrae», de Pedro Rosa Mendes, publicado na edição de janeiro da LER.




 A alternativa comunista em 1975 era entregar Portugal a Moscovo e a uma ditadura pró-soviética http://www.macua.org/livros/vivosemortos.html .O sr Soares depois de muitas indecisões e contra-voltas acabou por rejeitar(com a influência clara do 25 de Novembro) o pc de Cunhal e amigou-se com os americanos (Carluci e afins).Depois da morte de Sá Carneiro foi sempre a descer e os partidos de governo desde 1976 representam a decadência e a entrega da economia aos mercados anglo-saxónicos e a entrega da soberania política a Bruxelas e Berlin.Dixit

Do 25 de Abril de 1974 ao 25 de Novembro de 1975 e à Constituição de 1976 no link a seguir:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Processo_Revolucion%C3%A1rio_em_Curso 



25 de Novembro 1975 | 25 de Novembro sempre !

25doonze.wordpress.com/o-25-de-novembro/ - 
Eu costumo dizer em tom de brincadeira, que o slogan deveria ser “25 de Novembro sempre, comunismo e fascismo nunca mais.”

sábado, 10 de novembro de 2012

A História do 28 de Maio



Cem anos depois do 28 de Maio de 1826 e da Revolução Liberal( Uma Cronologia histórica ) veio o 28 de Maio de 1926.

Passo a transcrever um documento assinado por Gomes Da Costa após a Revolução de 1926:

"Portugueses!
A Nação quer um Governo Militar,rodeado das melhores competências,para instituir,na administração do Estado,a disciplina e a honradez que há muito perdeu.
Empenho a minha honra de soldado na realização de tão nobre e justo propósito.Não quer a Nação uma ditadura de políticos irresponsáveis,como tem tido até agora.Quer um Governo forte,que tenha por missão salvar a Pátria,que concentre em si todos os poderes para,na hora própria,os restituir a uma verdadeira representação nacional,ciosa de todas as verdades -- representação que não será de quadrilhas políticas --dos interesses reais,vivos e permanentes de Portugal.
Entre todos os corpos da Nação em ruína,é o Exército o único com autoridade moral e força material para consubstanciar em si a unidade de uma Pátria que não quer morrer.
À frente do Exército Português,pois,unido na mesma aspiração patriótica,proclamo o interesse nacional contra a acção nefasta dos políticos e dos partidos e ofereço à Pátria enferma um Governo forte,capaz de opôr aos inimigos internos o mesmo heróico combate que o Exército deve aos inimigos externos.
Viva a Pátria!
Viva a República!

Gomes Da Costa, General,Comandante em Chefe do Exército nacional."


Esse texto foi retirado do Livro " História Do 28 de Maio" de Eduardo Freitas Da Costa.


Fernando Pessoa escreveu também a propósito da crise na 1ªRepublica que só havia uma instituição com força e moral para restaurar a normalidade,e essa força era o exército.A revolução de 28 de Maio de 1926 terá sido a resposta do exército,hoje em dia teremos forças militares(digo altas patentes de capitão para cima)com força e moral para isso? Se as circunstancias actuais fossem as de 1926 seria por decreto militar de certeza mas os militares estão eles próprios ligados a organizações como a OTAN, e assim a autonomia para tomar decisões radicais estará limitada,mas a democracia com estes politicos que temos tem os dias contados.Assim qual o caminho?Se Portugal tivesse um verdadeiro conselho estratégico(em 1976 andaram distraídos)e não um conselho de estado figurante não seria preciso agir de forma radical nem chegariamos a esta situação.
O grande erro no pós abril de 74 foi a deriva ideológica esquerda versus direita(grande armadilha em que muitos cairam para mal dos estados soberanos)em que os militares se deixaram cair.
http://www.macua.org/livros/vivosemortos.html
Depois devia ter sido criado um verdadeiro conselho de estado onde os militares(como garante da soberania e nao como ideologia ou corporativismo)estivessem representados nunca deixando tudo nas maos dos partidos.Nao aprendemos nada com o que aconteceu na primeira Republica ou no liberalismo monarquico?Deixa-se apodrecer tudo para depois aparecer um Salazar ou uma ditadura militar?Andamos nisto vai para duzentos anos.


A 1ª República de 1910/26 no link seguinte http://portugalnonevoeiro.blogspot.pt/2011/09/httpmembers.html

sábado, 3 de novembro de 2012


"Não se deixem enganar.A troika não veio pagar os salários,nós tínhamos dinheiro para pagar os salários,não tínhamos era dinheiro para pagar a dívida(o capital e os juros)."

Emanuel dos Santos (ex-responsável da elaboração dos orçamentos de estado)

"Se o continente do euro souber regular-se através de poderosas políticas territoriais,então a unidade monetária servirá ao desenvolvimento da diversidade dos países,das regiões e das cidades.Mas,se ele não o conseguir fazer,então a riqueza concentrar-se-á no centro do continente enquanto que a pobreza,a exclusão e os partidos da recusa proliferarão nas periferias."

In Euroland/Civiland,livro publicado pelo CRPM(www.crpm.org ) lançado simultaneamente em sete idiomas europeus,no mesmo ano do nascimento do euro.Entretanto,14 anos passados,onde estamos?

Taxa de juro dispara dívida pública - Exclusivo CM - Correio da ...

1 dia atrás – A taxa de juro cobrada pela troika a Portugal vai fazer disparar o endividamento do Estado português em 2013. Mesmo com a Alemanha a financiar-se com taxas de juro de cerca de 1% a 10 anos e negativas a curto prazo, a troika está a cobrar a Portugal uma taxa de juro média de 3,6%, segundo a Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública – IGCP. O endividamento do Estado é tão alto que a sua dívida irá pressionar o País até 2025, quando ainda representará 96,6% do PIB.
Mais no link acima.

http://portugalnonevoeiro.blogspot.pt/2012/06/ou-nos-salvamos-nos-ou-ninguem-nos.html